ATIVIDADES FÍSICAS E ESPORTIVAS DURANTE A GRAVIDEZ: UMA CONTRIBUIÇÃO


ATIVIDADES FÍSICAS E ESPORTIVAS DURANTE A GRAVIDEZ:
UMA CONTRIBUIÇÃO

Prof. Pós-Dr. Sergio Luiz de Souza Vieira
CREF/SP 000.693-G/SP
SP, SP, 19/12/2019

            A gravidez, muito embora não seja uma doença, é um período em que ocorrem no corpo feminino muitas mudanças fisiológicas e morfológicas, que necessitam de extrema atenção pelos profissionais de Educação Física, em especial, os que atuam com atividades físicas direcionadas para este público ou com periodizações de treinamentos esportivos.
            No Homo sapiens sapiens há grandes diferenças entre o corpo masculino e o feminino, não somente do ponto de vista de suas externalidades, mas em especial em suas configurações internas. O organismo masculino, carreado principalmente pela testosterona, tornou-se especializado na fecundação do corpo feminino e este, por sua vez, em função do estrógeno e da progesterona, especializou-se para a maternidade.
Ainda que do ponto de vista político, ideológico, sociológico, antropológico e filosófico existam segmentos sociais que questionam este fato e lutam pela igualdade de gêneros, biologicamente não há como negar esta condição natural pela qual são muito diferentes fisicamente, organicamente, fisiologicamente e psicologicamente. Sendo assim, cabe aos profissionais de Educação Física entenderem muito bem tais diferenças, pois seus desempenhos estarão diretamente associados à compreensão de todas as configurações dos organismos masculino e feminino, e em especial, no que aqui nos é pertinente, às grandes modificações fisiológicas e morfológicas que ocorrem durante a gestação, de modo a evitar que atividades prescritas inadequadamente e que possam colocar em risco a vida da mãe, do feto ou de ambos.   
            Perante este complexo processo, a pergunta norteadora que se faz é: diante de tantas alterações morfológicas, fisiológicas e hormonais, e fatores de riscos associados, como se deve preparar um profissional de Educação Física para prescrever com segurança, atividades físicas ou periodizações esportivas para gestantes?

Processo de Lactação

            Durante todo o período da gestação, o corpo da mulher é inundado por muitos hormônios que regularão todo o período da gravidez.
            A grande secreção de estrógenos estimula o desenvolvimento de ductos mamários que prepararão os seios para o aleitamento. Por sua vez, a progesterona desenvolverá o sistema lóbulo-alveolar que completará a atividade secretora de leite. Ocorre que o estrógeno e a progesterona apenas preparam o desenvolvimento do sistema de secreção, mas inibem a secreção do leite materno. Assim, entrará em cena outro hormônio, a prolactina, que é secretada pela hipófise anterior, e que proverá o aleitamento no término da gestação.
            Em decorrência da inibição do aleitamento produzido pelo estrógeno e a progesterona, ainda que tenham desenvolvido as glândulas mamárias, logo após o parto, serão secretados pelos seios alguns mililitros de colostro, que é um tipo de leite sem gordura, mas com muitas proteínas e que é vital para a saúde do bebê, sendo considerado como sua primeira vacina, portanto, de vital importância para o seu sistema imunológico.
“No auge da lactação, pode ser produzido 1,5 litros de leite por dia. Com este volume da lactação, grandes quantidades de substratos metabólicos são drenados da mãe. Por exemplo, cerca de 50 g de gordura entram no leite por dia e aproximadamente 100 g de lactose que devem ser derivados da glicose são perdidos pela mãe diariamente. Da mesma forma são perdidos de 2 a 3 g de fosfato de cálcio e, a não ser que ela beba grandes quantidades de leite e tenha uma ingestão adequada de vitamina D, a perda de cálcio e fosfato pelo aleitamento será muito maior que a ingesta dessas substâncias” (GUYTON, 1989, p. 787).
            Diante do exposto, muito embora não seja atribuição legal dos profissionais de Educação Física atuarem profissionalmente na orientação nutricional de gestantes e mulheres em aleitamento, deverão ficar atentos à qualidade da alimentação de tais mulheres sob suas responsabilidades.
            A lactação dependerá também de outros hormônios, nomeadamente o GH, paratormônio, insulina, cortisol, além de aminoácidos, cálcio e glicose. E a cada mamada do bebê, os estímulos nas auréolas dos seios estimularão os sistemas neurais que serão transmitidos ao hipotálamo, que por sua vez, aumentará a secreção do leite materno, que fornece anticorpos, macrófagos e neutrófilos  que possuem a finalidade de proteger o bebê, cujos componentes não são encontrados nos demais leites de animais. 

Alterações fisiológicas durante a gravidez

            Após a fecundação do óvulo por um espermatozoide surge o zigoto, que significa “junto”, e que só se forma se os gametas de ambos forem idênticos. E é isto que garante a perpetuação da espécie.
“Cavalos e jumentos têm um ancestral recente em comum e partilham muitos traços físicos, mas demonstram pouco interesse sexual uns pelos outros. Acasalam-se entre si se forem induzidos a isso – entretanto, seus descendentes, chamados mulas, são estéreis. Mutações do DNA dos jumentos podem nunca ter passado para os cavalos, e vice-versa. Os dois tipos de animais são, consequentemente, considerados duas espécies diferentes trilhando caminhos evolucionários distintos (HARARI, 2019, p. 12).
No caso do Homo sapiens sapiens, quando o acasalamento acontece entre um homem e uma mulher em seu período de ovulação, uma vez fecundado o óvulo pelo espermatozoide, surgirá o zigoto que, por ter gametas compatíveis, reproduzirá o genoma humano, que ocorre pela combinação DNA – Ácido Desoxirribonucleico e assim, estará formada uma célula eucariótica. Esta, por sua vez possui um núcleo que protegerá o seu material genético. Começará, então, a mitose, que é um processo pelo qual tais células se dividem em duas células menores. Do zigoto resultará, então, um embrião que se desenvolverá em um feto, assim denominado até o final da gravidez.
A diferença entre um embrião e um feto é a de que o primeiro ainda não possui as características humanas e o segundo sim, isto é, no estágio fetal aparecem as orelhas, os braços e pernas, olhos, nariz, boca, coluna vertebral. Há divergências na literatura sobre quando o concepto deixa de ser um embrião e passa a ser um feto. Em algumas literaturas este processo ocorre a partir da oitava semana, pois demarca o princípio do desenvolvimento da forma humana e, em outros na décima segunda, pois a forma humana se consolidou. Há também, quem considere o concepto apenas como um feto, independentemente de seu estágio, desde a primeira semana:
“O desenvolvimento inicial da placenta e das membranas fetais ocorre muito mais rapidamente do que o próprio feto. Durante as duas a três semanas o feto permanece com um tamanho quase microscópico, mas depois, suas dimensões aumentam quase em proporção a idade. Com 12 semanas mede aproximadamente 10 cm; com 20 semanas, mais ou menos 25 cm; e a termo (40 semanas), cerca de 53 cm. Como o peso do feto é proporcional ao cubo de seu comprimento, ele aumenta em proporção aproximada ao cubo de sua idade” (GUYTON, 1989, p. 789)  
Human embryo or fetus inside womb. 3D rendered illustration.
Conceito médico do feto humano Conceito gráfico e científico fundo, ilustração 3d.
Imagem 2- conceito médico de feto humano. Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-illustration/human-fetus-medical-concept-graphic-scientific-704677603 Acesso em 14/12/2019, 10h18m.

Tão logo o DNA se replique, os cromossomos que se condensam dentro do núcleo conservarão também seus cromossomos. Embora haja quem afirme ser um processo de multiplicação e não de divisão, o importante é que resultará em milhões de milhões de células, que formação o futuro feto.
O DNA é um polímero integrado por nucleotídeos, cada qual constituído por um açúcar e uma base nitrogenada, portanto, uma molécula formada por dupla hélice, que contém: hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, carbono, fósforo e enxofre, que se comporão diferentemente em Adenina (A = C5H5N5), Guanina (G = C5H5N5O), Citosina (C = C4 H5N3O) e Timina (T = C12H17N4OS+). Somos, portanto, formados de poeira das estrelas...
“A modificação mais aparente dentre as numerosas reações da mãe ao feto e aos hormônios excessivos da gravidez é o aumento de tamanho de vários órgãos sexuais. Por exemplo, o útero, que pesa cerca de 50 g aumenta para 1100 g, aproximadamente, e as mamas duplicam de mais ou menos o tamanho. Ao mesmo tempo, a vagina aumenta, e o introito torna-se mais largo. Além disso, os vários hormônios podem ocasionar alterações pronunciadas no aspecto da mulher, resultando, algumas vezes, no desenvolvimento de edema, acne e características masculinas ou acromegálicas” (GUYTON, 1989, p. 783).
Não nos ateremos nesta disciplina às minúcias citológicas ou endocrinológicas da gravidez, pois o que nos interessa neste capítulo são os seus efeitos fisiológicos, porquanto estarão diretamente relacionados com as prescrições de periodizações de treinamentos esportivos.

Resposta fetal às atividades físicas

Durante o processo de gestação, a partir da fecundação do óvulo e a formação do zigoto, em função do organismo feminino receber 50% do antígeno dos leucócitos (HLA) do pai, o sistema imunológico feminino tenderá a detectar esta situação como se fosse um corpo estranho que quebrará sua homeostase. Na realidade até os espermatozoides a caminho do útero serão considerados corpos estranhos e muitos deles perecerão em função dos mecanismos imunológicos da mulher, todavia, como numa ejaculação média de 1,5 ml há cerca de 15.000.000 (quinze milhões) de espermatozoides, muitos conseguirão chegar até o óvulo que será fecundado.
Assim, numa situação de normalidade, ao invés do organismo feminino rejeitar o zigoto, o manterá num efeito de tolerância imunitária, pelo qual o organismo materno reagirá contra o concepto, mas de modo muito especial, como se fosse num estado de sobreaviso durante toda a gestação, sempre pronto a eliminá-lo em caso de necessidade. Este estado de alerta resultará, consequentemente, em adaptações fisiológicas durante todo o período da gestão.
Em face do acima exposto, os profissionais de Educação Física precisarão ter o máximo cuidado, evitando assim iniciar graves conturbações durante a gestação, por meio de atividades físicas sem o devido critério. Enfatiza-se que em função de aspectos éticos em pesquisa, absolutamente necessários, muito embora estejam muito avançadas em nossa época, há que se esclarecer que muitas pesquisas são feitas com animais quadrupedes, mas há muitas diferenças entre estes e os humanos, em relação à posição bípede, ajustes vertebrais, ação das musculaturas antigravitacionais e do desenvolvimento do útero para amparar o feto no ventre materno.
            Este sistema especial de “não-rejeição imunológica” resultará em interfaces sistêmicas de reconhecimentos orgânicos recíprocos entre a mãe e o feto, ou seja, o feto também se manterá em estado de tolerância imunológica. Caso houver algum reconhecimento equivocado poderá resultar na imediata desativação da tolerância imunitária e resultar num aborto espontâneo. Portanto, todo o cuidado com a gestante, será sempre muito pouco, pois embora existam abortamentos espontâneos, há aqueles de causas desconhecidas, de tal modo que, ressalta-se, todo o máximo cuidado na prescrição de atividades físicas para gestantes precisará ser muito bem estudado, aplicado e acompanhado individualmente.
           
Fases semanais da gestação

            As fase da gestão são contadas em semanas, todavia há uma particularidade que, em função de fatores culturais, acabamos não nos apercebendo, mas que na gestação há um rigor no trato e que se perfaz pelo fato de que cada semana se inicia a partir de seu primeiro minuto da primeira hora do primeiro dia. E isto confunde a muitos pois quando nos referimos a “semana”, de imediato pensamos em sete dias, mas na realidade, esta se inicia em seu primeiro dia. E pelo mesmo princípio, a segunda semana se inicia no primeiro minuto do oitavo dia, e assim por diante.
            Para melhor elucidação, as fases gestacionais foram inseridas na seguinte tabela, semana a semana, conforme segue:
Tabela 1: fases semanais de gestação.
Semana
Evento

Relacionamento sexual, introdução dos espermatozoides que nadarão rumo ao útero em busca do óvulo que deixará uma das trompas uterinas.
Alguns espermatozoides chegarão no óvulo e iniciarão o processo de digestão da camada pelúcida e tão logo o primeiro rompa sua membrana, terá início a formação do zigoto.
O embrião resultante do zigoto se fixará no útero, o que pode resultar em pequenos sangramentos.
Terá início o desenvolvimento do embrião.
A mãe perceberá que a menstruação se atrasou em cerca de uma semana. Surge no embrião, o coração, o sistema circulatório e o tubo neural.
O embrião terá cerca de 4mm e começarão a despontar os membros superiores e inferiores.
O embrião se desenvolverá e chegará próximo de 8 mm.
O embrião terá cerca de 8 mm e estão visíveis os dedos e as orelhas.
O embrião iniciará seus primeiros movimentos, ainda imperceptíveis para a mãe. Define-se a genitália e passará a ter cerca de 18 mm.
10ª
Definem-se as estruturas externas e internas essenciais. Nesta etapa já é possível pela ultrassonografia detectar pela transluscência nucal e eventual má formação ou Síndrome de Down. O embrião estará próximo de 30 mm.
11ª
Pela ultrassonografia poder-se-á detectar a coluna vertebral, o estômago, a massa encefálica e a bexiga. E há médicos que considerem que aqui já se tem a transformação do embrião em feto.
12ª
O milagre da vida se deixa mais uma vez revelar... Tem-se aqui o feto... A face já terá um aspecto humano e suas características se assemelham à de um humano. As unhas dos dedos das mãos e pés iniciarão suas formações. A placenta se tornará o órgão responsável pela nutrição fetal. Seu tamanho estará próximo de 61 mm. Imaginem um ser humano com pouco mais de meio centímetro...
13ª
No terceiro mês de gravidez. O tecido tegumentar começa a revestir o feto com a pele, o útero passa a ocupar a parte superior da pelve. A barriga da mãe começa a ficar saliente. Entra-se no terceiro mês de gravidez.  
14ª
Por meio da tecnologia sonar o obstetra poderá escutar os batimentos cardíacos, dependendo apenas da porção de tecido adiposo da mãe e da posição do feto.
15ª
O uso do ultrassom poderá diagnosticar o sexo do feto, ainda que existam variáveis
16º
O feto cresceu e não aparece completamente no ultrassom e se revelará em partes. É perceptível ossificação do esqueleto.
17ª
O feto se movimenta intensamente, mas ainda será imperceptível para a mãe.
18º
Já se diferenciam as estruturas morfológicas dos sexos. Nos meninos os testículos se deslocam para a bolsa escrotal e nas meninas se evidenciam os ovários.
19ª
Encontram-se em funcionamento os sistemas digestivo, urinário e circulatório. Em virtude de o feto deglutir líquido amniótico, passa a urinar no interior da placenta.
20ª
O feto pesará cerca de 500 gramas e normalmente as mães começam a perceber as movimentações dele, mas as gestantes de primeiro filho poderão ter atraso de duas semanas. Pode-se realizar o ultrassom morfológico para estudar a anatomia fetal e as funções dos órgãos e eventuais malformações da placenta e do feto.  
21ª
Os batimentos cardíacos do feto poderão ser auscultados por estetoscópio e serão cerca de duas vezes o da mãe, entre 120 e 160 batimentos por minuto.
22ª
Os pelos nas sobrancelhas e os cabelos começam a ser perceptíveis.
23ª
O feto se mexe bastante de um lado para o outro e até frontalmente em seu eixo.
24ª
O feto pesará cerca de 650 gramas e seu comprimento cabeça-nádega será próximo de 21cm
25ª
A morfologia do feto se tornará mais proporcional
26ª
Tem início o ganho de peso do feto e a maturação de seus órgãos
27ª
Os olhos começam a se abrir e o feto tem aparência magra devido à falta de tecido adiposo subcutâneo
28ª
Gradativamente a gordura subcutânea se ampliará. O peso do feto chegará próximo de 1 Kg
29ª
Desenvolveu-se a gordura subcutânea e o sistema nervoso central atingiu nível satisfatório e ensaia movimentos mais complexos.
30ª
O feto começa a se posicionar de modo invertido com a cabeça para baixo.
31ª
A ossificação atinge maturação adequada.
32ª
Iniciam-se lentamente as contraturas uterinas e há relatos de gestantes que sentem a barriga se enrijecer em alguns momentos não rítmicos
33ª
O feto consegue ver o mundo líquido em que vive, pode agarrar os pés o com as mãos ou chupar os dedos da mão.
34ª
O feto alcançará cerca de 2 KG
35ª
Neste período o organismo produz surfactantes nos pulmões do feto para que se sequem e estes atingem a maturidade, prontos para respirar no nascimento.
36ª
O feto terá cerca de 2,5 Kg. Passa-se a fazer exames semanais para se monitorar sua condição cardíaca, sua vitalidade e bem-estar.
37ª
Nesse período o feto poderá adquirir massa corporal semanal em torno de 200 a 250 gramas semanais, e já é considerado maturo, e a gestante entrar em trabalho de parto.
38ª
As gestantes começam a ter contrações uterinas não rítmicas para o preparo do parto, e devem ficar atentas para a possibilidade de perda de líquido amniótico.
39ª
Muitas gestantes apresentarão dilatação do colo do útero. A atenção médica deve ser constante.
40ª
É o final do período calculado pelo obstetra para o parto, mas há casos em que este período seja prolongado. Neste caso é imprescindível o acompanhamento médico para se garantir a saúde da mãe e do feto.
Fonte: O autor.
            Com base no acima exposto, ficam claros os períodos semanais da gestação e os eventos que ocorrem com o feto e a mãe, de tal modo que cabe aos bacharéis em Educação Física entenderem cada um destes períodos antes de prescreverem exercícios para as gestantes. Deve-se, sempre ter em mente, que a função do profissional de Educação Física é a de prover saúde por meio do exercício ético da profissão. Nesse sentido, o estudo da gestação e de seus efeitos é de fundamental importância para o sucesso de todos os envolvidos.
           
Atividades Físicas e Gravidez

            Antes de qualquer prescrição de atividades físicas para a gestante, o profissional de Educação Física precisará fazer ampla anamnese para identificar o máximo de informações sobre ela, seu histórico de atendimentos médicos, sobre seu atual estado de saúde e em especial sobre variações da pressão arterial. Além disto, em ação multidisciplinar, deverá entrar em contato com cada obstetra que a acompanhe para obter informações complementares. E, mesmo com estes cuidados, somente poderá prescrever atividades físicas se houver o encaminhamento médico especificando o estado geral da gestante, quais são seus riscos e quais serão os tipos de exercícios que ela estará liberada para executar. Tal consulta médica deverá ser repetida sempre que houver a necessidade de alteração do programa de exercícios.
“A gravidez altera a fisiologia normal, tornando necessárias algumas modificações na prescrição do exercício. As mulheres grávidas devem consultar seu médico antes da iniciar um programa de exercício (ou de modificar um programa preexistente) a fim de excluir possíveis complicações. Isso concerne particularmente às mulheres com um baixo estado de aptidão e pouca experiência com exercícios antes da gestação. O exercício durante a gravidez deve enfatizar o conhecimento acerca da dissipação do calor, da ingestão adequada de calorias e nutrientes, e de saber quando se deve reduzir a intensidade do exercício. Para uma gestação normal, sem complicações, o exercício de leve a moderado não afeta negativamente o desenvolvimento fetal; os benefícios de um exercício regular corretamente prescrito durante a gravidez em geral ultrapassam os riscos potenciais” (MACARDLE, KATCH & KATCH, 2011, pp. 1126-1129).
Se a gestante não fizer nenhum acompanhamento pré-natal em hipótese alguma o profissional de Educação Física poderá aceitá-la para atividades físicas. Neste caso precisará encaminhá-la para tal serviço de saúde, em atendimento particular ou na UBS – Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência.
Após a anamnese, a conversa com o médico e da obtenção do encaminhamento para a realização de atividades físicas, o treinador precisará elaborar o programa de treinamentos esportivos que precisará ter grande atenção para não haver a elevação da temperatura corporal da gestante, pois poderá ser danosa ao embrião ou feto, assim como para a mãe.
A temperatura externa normal do corpo humano é de 24ºC e a interna é de 37ºC. Assim, é recomendável que esta temperatura interna aumente somente até 38ºC. Em função disso, o melhor horário para a realização de atividades físicas para gestantes é aquele que terá as temperaturas mais amenas, normalmente, nas primeiras horas do dia, devendo-se evitar dias com a umidade do ar mais elevada. Além disto, tenha ou não sede, a ingestão de água durante as atividades será obrigatória. Neste sentido, as roupas usadas nas atividades precisarão ser muito leves e os calçados, sem nenhum tipo de salto, ou seja, com a sola plana.
“A gravidez não compromete o valor absoluto para a capacidade aeróbica (l/min). O aumento no peso (massa) corporal materna e as mudanças na coordenação e no equilíbrio à medida que a gravidez progride afetam negativamente a economia do exercício; isso se soma ao esforço do exercício realizado na atividade com sustentação do peso corporal. A gravidez, particularmente no último trimestre, eleva também a ventilação pulmonar para a determinação do nível de exercício submáximo. Os efeitos estimulantes diretos da progesterona e a maior sensibilidade dos quimiorreceptores ao dióxido de carbono contribuem para a ‘hiperventilação’ materna do exercício. O exercício moderado regular durante o segundo e o terceiro trimestres reduz as demandas ventilatórias máximas e a TEP (tromboembolia pulmonar). Essa adaptação do treinamento eleva a reserva ventilatória da mãe e, possivelmente, inibe a dispneia do esforço” (MACARDLE, KATCH & KATCH, 2011, pp. 1126-1127).
Cabe salientar que as seções de treinamentos nunca poderão passar de uma hora e que se deverá tomar muito cuidado com os treinamentos de flexibilidades, de modo a somente utilizar contrações isotônicas e jamais isométricas ou isocinéticas, pois aumentam a pressão arterial.
“Os exercícios não devem ser intensos, sendo nesse contexto, muito importante a participação da mulher, indicando o grau de esforço. É aconselhável que a carga de treinamento seja modificada em função dos relatos da gestante. Uma atenção especial deve ser dada ao primeiro trimestre e aos últimos dias de gestação. O programa de atividade física deve ser individualizado, sendo levados em consideração diversos fatores, que em conjunto podem oferecer ao professor diferentes possibilidades estratégicas” (RAMOS, 1999, p.63).  
            Cabe salientar que com o aumento gradual da barriga da gestante vai também sendo paulatinamente alterado o centro de gravidade de seu corpo e, para evitar uma tendência de tombamento frontal, sua coluna vertebral vai se ajustando para compensar tal deslocamento. Junta-se também a este peso frontal o aumento do volume das glândulas mamárias que se prepararão para o aleitamento. Portanto, os técnicos esportivos necessitam evitar prescrever atividades que alterem seu centro de gravidade, no intuito de evitar tombos.
            É recomendável que a gestante, sempre que possível, se mantenha ativa em seu cotidiano, a exemplo de deixar mais longe das lojas o seu veículo para andar mais, caminhar curtas distâncias próximo ao seu local de moradia, evitar usar o controle remoto da TV, fazer alongamentos de pé a cada trinta minutos.
            Algumas práticas corpóreas são interessantes para as gestantes, desde que criteriosamente observadas as suas condições de execução e tempo de atividades, tais como Hidroginástica, Pilates e Tai Chi Chuan, que, quando bem orientadas,  as podem proporcionar para as gestantes a diminuirão do risco de parto prematuro, menor tempo de trabalho de parto, menor ganho de peso em tecido adiposo, mitigação de complicações e melhor potencialidade de recuperação pós-parto, minimização do estresse e ansiedade pré-parto, diminuição de inchaços e melhoria da condição física geral.
           
Contraindicações às atividades físicas durante a gestação

            Os profissionais de Educação Física devem ficar muito atentos aos diversos sintomas apresentados pelas gestantes e, em caso da mínima percepção de situação vulnerabilidades ou eminentes riscos, precisarão interromper imediatamente as atividades prescritas, mesmo que as gestantes tenham encaminhamentos médicos.
            Em alguns casos, na identificação da anamnese de imediato deverá ser recusada imediatamente a prescrição de atividades físicas para gestantes que apresentarem os seguintes quadros: doença miocárdica, insuficiência cardíaca, doença reumática, tromboflebite de qualquer tipo, histórico de embolia pulmonar, hemorragia interna, hipertensão arterial, inconstâncias na pressão arterial, pré-eclâmpsia, gravidez precoce, obesidade excessiva e nenhum atendimento pré-natal. Deve-se ficar muito atento à anemia, pois pode resultar também em desmaios.
“A ingestão insuficiente de ferro ocorre com frequência entre crianças pequenas, adolescentes e mulheres em idade fértil, incluindo muitas mulheres fisicamente ativas [...] Além disso, a gravidez pode desencadear uma anemia ferropriva moderada em virtude da maior demanda de ferro por parte tanto da mãe quanto do feto.  demanda de ferro por parte tanto da mãe quanto do feto” (MACARDLE, KATCH & KATCH, 2011, p. 267)
            Eventualmente poderão ser prescritas atividades físicas, rigorosamente acompanhadas em suas condições de aplicações, intensidade e intensões, pois dependerão da avaliação do grau patológico e da expressa autorização médica, como no caso de gestantes com hipotireoidismo, hipertireoidismo ou demais anomalias da tireoide, bem como com diabetes mellitus, em função da incapacidade do organismo produzir insulina, que por sua vez é a responsável pela digestão de açucares nas refeições, pois tal quadro poderá resultar em desmaio da gestante durante a atividade física.
            Algumas modalidades esportivas em ambientes aquáticos que impliquem em apneia ou mergulho com cilindro Scuba Diving são altamente proibitivos em função dos riscos de descompressões ou de embolias. São igualmente impedidos os levantamentos de pesos, halterofilismo em função da grande exigência de força ou que causem pressão intra-abdominal.
            O histórico de vida sedentária também é um aspecto que deve ser muito bem ponderado pelos profissionais de Educação Física, pois podem implicar em falta de tônus muscular, hipotonia, eventuais dores articulares em função do peso corporal, aumento da gordura corporal e arterial, aumento de colesterol e triglicérides, vulnerabilidades para riscos cardiovasculares e de diabetes tipo 2.
            A pressão arterial necessitará ser muito bem observada, no intuito de evitar a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia.
“Aproximadamente 4% de todas as mulheres grávidas desenvolvem uma rápida elevação da pressão arterial, associada à grande perda de grandes quantidades de proteínas pela urina, em particular durante os últimos quatro meses de gestação. Esta condição é denominada de pré-eclâmpsia ou toxemia gravídica e quase sempre se caracteriza pela retenção de sal e água pelos rins, o que causa aumento de peso e edema [...] A gravidade dos sintomas da pré-eclâmpsia está estritamente associada com a retenção do sal e da água, e elevação da pressão arterial [...] Eclâmpsia é um grau mais severo de pré-eclâmpsia caracterizado por uma constrição vascular intensa em todo o corpo, convulsões clônicas seguidas por um coma, diminuição intensa do débito urinário, mau funcionamento hepático, hipertensão grave e uma condição tóxica generalizada. Em geral isto ocorre pouco antes do parto. Sem tratamento, uma grande percentagem de pacientes morre” (GUYTON, 1989, p. 784).    
            A morte da gestante por eclâmpsia causa um grande trauma para toda a sua família. Se a situação for diagnosticada em urgência, eventualmente se poderá salvar o feto, no entanto, ocorre como ocorre o descolamento da placenta, o feto morre no ventre materno. Quanto a gestante, normalmente terá morte cerebral, mas muitas são jovens e o coração continua resistindo aos espasmos musculares durante horas ou dias, até a parada cardíaca. É uma cena muito triste de se ver em função da impotência da equipe médica perante a situação.
“A realização do exercício durante a gravidez torna necessária a obediência para com as orientações e recomendações prudentes. A evidência epidemiológica indica que o exercício durante a gravidez não eleva o risco de mortes fetais ou de pessoas baixos ao nascer, e pode reduzir acentuadamente o risco de nascimentos pré-termo. De fato, um programa moderado de exercício com sustentação do peso corporal ou de atividade recreativa acelera o crescimento fetoplacentário e reduz o risco de pré-eclâmpsia” (MACARDLE, KATCH & KATCH, 2011, p. 1127)
            Diante do exposto, atentar-se à pressão arterial da gestante e evitar que cometa excessos ou desrespeitar os limites do programa prescrito é um dever que deve ser cumprido com muito afinco pelos profissionais de Educação Física, pois atuar com gestante requer grandes responsabilidades.
  
Recomendações de exercícios

            As condições de aplicações de exercícios prescritos para gestantes precisam levar em consideração alguns fatores básicos e fundamentais, aqui reiterados em razão de suas importâncias: não elevar a temperatura corporal interna além de 38ºC; fazer uso constante de água; usar sapatos confortáveis e roupas leves; evitar movimentos bruscos e que impliquem em equilíbrios dinâmicos; evitar ficar muito tempo em pé.
            Com as observações do acima exposto são recomendáveis exercícios de alongamentos, Ioga, Pilates, Hidroginástica e Natação, criteriosamente observadas suas condições de frequência, intensidade, tempo e tipo de exercício, caso contrário não serão adequados à saúde gestacional, pois o grande problema em si estará a posição do corpo em relação ao exercício e o período gestacional.
mulher grávida fazendo yoga com personal trainer
Imagem 3- Alongamentos passivos. Sempre devem ser executados de modo muito lento e gradual em constante interação com a gestante. Este tipo de exercício não deve ser feito após o quinto mês de gestação.    https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/pregnant-woman-doing-yoga-personal-trainer-608872367 Acesso em 15/12/2019, 11h15m.
Retrato de uma linda jovem grávida sentada perto de uma bola de exercício no ginásio. Trabalhar fora, yoga e fitness, conceito de gravidez.
Imagem 4- Prática de Ioga para a gestante, sempre criteriosamente aplicada. Recomendada para amenizar a ansiedade e o estresse pré-parto. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/portrait-beautiful-young-pregnant-woman-sitting-602779367 Acesso em 15/12/2019, 11h22m.

            São recomendáveis também exercícios de alongamentos pélvicos que combinem com inclinações pélvicas, agachamentos cautelosamente progressivos com os membros inferiores confortavelmente afastados, caminhadas nas primeiras horas da manhã.
Beautiful smiling pregnant woman is holding green rubber ring in blue water of swimming pool, water aerobics
Imagem 5- Hidroginástica para gestantes é uma alternativa para exercícios leves e que evitam a elevação da temperatura interna do organismo.   https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/exercise-on-fitballs-426339679 Acesso em 15/12/2019, 14h18m.
gravidez, esporte, fitness, pessoas e conceito de estilo de vida saudável - grupo de mulheres grávidas felizes com halteres na bola de exercício no ginásio
Imagem 6- Pilates é uma das atividades físicas recomendadas para gestantes.  https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/pregnancy-sport-fitness-people-healthy-lifestyle-1070973623 Acesso em 15/12/2019, 14h25m.

            O programa de exercícios deve se iniciar com seções de no máximo 15 minutos e aumentar 5 minutos por dia até no máximo 60 minutos, inicialmente 3 vezes por semana e no máximo 5 vezes semanais. Estes exercícios não podem ser cansativos e, um modo de avaliar isso, é conversar com a gestante durante as atividades. Se ela ficar ofegante, deve-se parar imediatamente as atividades.
            A gravidez pode causar em algumas mulheres certa insegurança em relação às transformações de seu corpo. Nesse sentido, os benefícios da Matroginástica são muito interessantes, pois permitem que seu cônjuge participe ativamente em seus exercícios, sempre que possível e, eventualmente, até os filhos se houver, o que é excelente para estimular os laços entre o casal e oferecer maior tranquilidade à gestante.
            A Matroginástica é um tipo de atividade física coletiva que busca integrar os laços familiares e despertar o interesse pelas atividades físicas, além da melhoria das condições de saúde física, mental e até espiritual de seus integrantes, no intuito de alcançar o bem-estar geral. Sua etimologia deriva da palavra latina “mater”, que significa “mãe”, ou seja, é uma ginástica que busca integrar toda a família, com movimentos simples de recreativos.
Na Matroginástica o importante é a participação e não a performance. Caracteriza-se por meio de seções de 30 a 60 minutos, com o uso de música, atividades lúdicas, inexistência de competições, usos de formas simples de movimentos, alongamentos, imitações, jogos cooperativos, e o desenvolvimento de trabalhos de imitação e de expressão. Tais atividades podem ser incrementadas com balões, fitas ou materiais do cotidiano, sempre criteriosamente observadas as suas empregabilidades em função do bem-estar da mãe e seu feto.   

Atletas gestantes em atividades esportivas

            Há muitos casos de atletas grávidas que participam de modalidades de alta performance esportiva. Ainda que isto esteja contra o consenso e os paradigmas até aqui tratados, é importantíssimo frisar que se trata de grandes exceções, ainda que tenham apelo mundial de mídia.
            Primeiramente, há que se enfatizar que se trata de mulheres que passaram por muitas periodizações de treinamentos esportivos adaptados aos seus ciclos menstruais, portanto, seus organismos reagem de modos muito diferentes das mulheres não atletas que engravidaram. Assim, a exceção jamais poderá ser a regra.
            Um destes casos é o da tenista Serena Willians que em janeiro de 2007, grávida de oito semanas, venceu o Torneio Aberto da Austrália, entretanto conquistou na ocasião o 23º Grand Slan, de tal modo que seu organismo, ainda que gestante, estava adaptado a tais esforços fisiológicos.
             Outra situação que resultou em grande polêmica foi o da atleta Alysia Montano que grávida de sete meses e com a autorização de médicos, participou de uma corrida de 800 metros na California, ainda que tenha sido a última colocada.
            Essas situações acabaram resultando em dúvidas sobre as potencialidades e limites de gestantes participarem de competições esportivas, e em quais modalidades, por quanto tempo e, em que condições de participações e de intensidades.
            Tendo em vista que em alguns casos existem atrasos no ciclos menstruais das atletas, motivados por vários fatores, tais como: excesso de atividades físicas, amenorreias, mudanças de peso corporal, estresse e ansiedade pré-competitiva, interrupção do uso de pílulas anticoncepcionais, distúrbios alimentares, doenças infecciosas, etc., há muitos casos de atletas que não conseguem detectar sua gestação em seu início, e acabam competindo grávidas e só detectam a situação por volta da oitava ou décima semana de gestação.
            Nestes casos de atletas de alta performance que constatam estarem grávidas, não necessitam exatamente abandonar seus treinos, mas adaptar suas condições de práticas às suas condições físicas, sem quaisquer excessos em busca de índices, mas apenas se manter em atividade, ainda que muito reduzidas as suas intensidades, pois sempre existem riscos de quedas ou de deslocamento da placenta, o que leva a óbito o feto e coloca em risco a vida da mãe. Neste caso, a avaliação médica será imprescindível e a atenção dos técnicos esportivos redobrada, pois poderão responder por eventuais problemas da periodização dos treinamentos causados à mãe, ao feto ou a ambos em função de algum aborto espontâneo.
“No caso da planificação de muitos anos de preparação, é importante destacar que o efeito de aperfeiçoamento da flexibilidade está diretamente relacionado com a idade do desportista. Se as influências dirigidas de treinamento coincidem com o período de amadurecimento, natural do homem [e da mulher], verifica-se o acréscimo acelerado desta capacidade” (GOMES, 2009, p. 135).  
            Quaisquer periodizações aplicáveis às atletas gestantes que insistam em permanecer em atividades, merecerão de seus técnicos os planejamentos específicos com base na frequência semanal, intensidade do trabalho, tipo de treinamento e o tempo de atividade. E é claro, tudo vai depender do modo como a atleta estava adaptada antes da gravidez, sendo assim, tudo vai depender da adaptabilidade da mesma à nova condição, e no uso do que denominamos como “memória muscular”.
            Cabe esclarecer que atletas de alta performance que, mesmo grávidas, continuarem ativas em suas modalidades esportivas, não poderão participar de atividades competitivas e nem seus técnicos as submeterão a periodizações tais finalidades, além do que nenhum médico do esporte irá incentivar esta atleta a competir, portanto, participará das atividades apenas com a finalidade de se manterem ativas, ou seja, não poderão ter como meta o desempenho esportivo.   
           
Atividades esportivas não recomendadas durante a gestação

            Durante o período de gestação, devem ser evitadas prescrições que possam resultar em quedas, a exemplo que algum exercício que altere o centro de gravidade corporal da gestante, pois implicará em eventuais desequilíbrios.
            As Lutas e Artes Marciais devem ser radicalmente proibidas, em função de suas potencialidades de resultar em pancadas na barriga e em outras áreas vulneráveis do corpo da gestante, assim como as corridas de quaisquer tipos. Esportes com bolas a exemplo de Futebol, Voleibol, Basquetebol, Handebol, bem como aqueles que requerem saltos, além de Ciclismo e Equitação precisam ser igualmente proibidos.
            Os exercícios precisam ser interrompidos imediatamente diante da presença de indicativos de anormalidades.
“Interrompa os exercícios se sentir algum dos sintomas abaixo: - Sangramento vaginal; - Dor no abdome ou no peito; - Perda de líquido pela vagina; - Inchaço repentino nas mãos, face ou pés; - Dor de cabeça forte e persistente; - Palpitações; -Tontura ou sensação de luzes piscando; - Redução de movimentos fetais; - Dor ou sensação de ardência ao urinar; - Febre; - Náuseas ou vômitos persistentes; -  Contrações uterinas frequentes; - Sensação de falta de ar (GODOY, 2015, p. 14).
            Na presença de alguns dos sintomas acima, deve-se interromper imediatamente os exercícios e encaminhar a gestante para reavaliação médica. Tal providência será de extrema importância para o exercício ético profissional pois preserva o bem-estar da gestante, seu concepto ou ambos.
           
REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO
GOMES, Antônio Carlos. Treinamento Desportivo: estruturação e periodizaçãoed. Porto Alegre: Artmed, 2009.
GODOY, Ana Carolina. Guia de hábitos saudáveis na gestação e puerpério. Campinas: Unicamp, 2015.
GOMES, Antônio Carlos. Treinamento Desportivo: estruturação e periodização. Porto Alegre: Artmed, 2009.
GUYTON, Arthur C. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro: Guanabara, 1989.
HARARI, Yuval Noah. Sapiens: uma breve história da humanidade 45ª ed. Porto Alegre: L&PM, 2019.
MACARDLE, William, KATCH, Frank i. & KATCH, Victor l. Fisiologia do Exercício: nutrição, energia e desempenho humano 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.
RAMOS, Alexandre Trindade. Atividade Física: diabéticos, gestantes, terceira idade, crianças e obesos. Rio de Janeiro: Sprint, 1999.

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